Como aprender outras línguas pela internet

O jornal New York Times fez uma matéria sobre as formas de aprender  línguas na web. Entre as opções gratuitas, a mais conhecida é o  LiveMocha, uma espécie de rede social que você escolhe com quem vai aprender. Existem também os seviços pagos, como RosettaStone e TellMeMore. Esses dois últimos são bem caros, podendo custar até 1000 dólares por ano.

Há serviços com valores mais convidativos. O Babbel, site financiado pela União Europeia, oferece cursos de inglês, francês, alemão, italiano e espanhol por 12 dólares por mês.

A BBC também mantém cursos online para 36 línguas e o canal Deutsche Welle lhe auxilia no alemão.

No japanese-online.com, você aprende não apenas outra língua, mas também um novo alfabeto.

O próximo passo é esses sites ficarem ainda mais acessíveis, com a criação de aplicativos para celulares. A maioria dos serviços deve estrear seus softwares nesse ano, para as plataformas iPhone e Android.

FourWhere: descubra o mundo ao seu redor

O Foursquare já vem fazendo sucesso há algum tempo. A rede social aposta na geolocalização, uma das tendências mais badaladas da internet. Através de dispositivos móveis, os usuários fazem comentários sobre os lugares que visitam, bem como podem identificar a localização dos seus contatos.

Para quem não quer se perder em meio a tantas recomendações, o FourWhere oferece um panorama geral. Ele lhe auxilia a encontrar os locais mais visitados, e conferir o que já foi comentado sobre esses lugares.

Para usar, é simples: basta fornecer sua localização. Em seguida, clique no mapa e descubra o que há de mais relevante nessa área.

Como grupos independentes interagem

Apresentação de Deborah Gordon na TED. Ela pesquisa formigas para entender redes complexas, como a internet.

As formigas nem sempre desempenham o mesmo papel. Dependendo da necessidade, há relocação do trabalho.

A arte na era digital

Recentemente, o caderno Link analisou a cena brasileira da arte digital. Trata-se de uma produção que explora a relação entre tecnologia e cultura.

Especificamente sobre a internet, há criações bastante inventivas que utilizam os recursos do novo meio (net art). O pesquisador Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, tem uma postura de acolhimento em relação ao trabalho realizado por fãs (fan fiction, remix etc.). Entretanto, os exemplos que dá são calcados em grandes expoentes da cultura de massa (American Idol, Harry Potter, Matrix, dentre outros). Embora também ache relevante, questiono se essa criação derivada de outras obras é uma manifestação artística genuína – os fãs usam essas referências apenas para dar vazão à sua criatividade – ou querem expandir um universo que já conhecem, por admirarem essas obras (muitas delas, com um fim “oficial” já decretado).

Particularmente, acho interessante trabalhos culturais que surgem nesse novo ambiente. Podem ser originais; retrabalhar, de forma humorística, virais de sucesso (como as paródias do vídeo David After the Dentist); remixar conteúdo produzido e distribuído por amadores (como as experimentações musicais de Kutiman) ou as mais inusitadas, que questionam os limites da arte (como uma pessoa que colocou seu corpo à venda no site de leilões ebay por se considerar “uma escultura”).

Esse ótimo wiki sobre New Media Art (também chamada de “arte digital”, “Computer art”, “arte multimídia” e “arte interativa”) traz inúmeras informações sobre o assunto. Segundo o texto, que analisa as obras de destaque da década passada até os dias atuais, o advento da internet significou que computadores não são mais apenas ferramentas para manipulação de imagens, criação de convites para galerias e aplicativos. A grande rede se transformou num espaço agregador da comunidade artística internacional, espaço de interação entre artísticas, críticos, curadores, colecionadores, dentre outros entusiastas.

A internet e outras tecnologias diminuíram distâncias geográficas. Artistas das novas mídias muitas vezes trabalham colaborativamente, até porque as obras mais ambiciosas precisam de grande suporte tecnológico, bem como habilidade artística diferenciada, para ser produzida.

Na New Media art, a apropriação (reutilização de ideias alheias) é algo bastante comum. Até porque muitos artistas adotam princípios open source: desejam colaborar com outras pessoas, bem como disponibilizam suas criações para serem retrabalhadas por outros criativos.

Outra vantagem da net art é o barateamento de custos para produzir e divulgar seu trabalho.

Hoje, o movimento está mais consolidado: há galerias online (Variable Media Network), redes sociais específicas (artnetwebRhizome.org) dentre outras formas de acompanhar e debater esses novos caminhos da arte. Um bom compêndio de obras é o livro New Media Art, de Mark Tribe e Reena Jana.

Coletivos (como The Society For Curious Thought), webcomics (trabalhos interativos ou feitos de forma coletiva)… São manifestações que ganharão mais destaque nesse blog na sua “temporada 2010”. Particularmente, quero olhar com mais atenção essa vertente cultural das novas mídias.

Equipamentos para gravar podcasts

O site Hivelogic lançou um guia de equipamentos para quem quer criar podcasts. Há dicas para quem não quer investir muito e para os usuários que desejam fazer um programa mais “profissional”.

Recomendo o GarageBand (Mac), excelente e fácil programa para edição de arquivos sonoros.

No ano passado, já havia citado algumas dicas de podcasts internacionais para geeks. Mas há uma variedade de boas opções. Entre os nacionais, sugiro: o divertido Nerdcast (variedades);  Jumpcast (comunicação), de Luli Radfahrer; Vida Fodona (musical), de Alexandre Matias e Qualquer coisa (musical), de José Flávio Jr, Paulo Terron e Max de Castro, que, aliás, virou programa de rádio na OI FM.

Para quem procura podcasts sobre comunicação, recomendo também os internacionais On the media e This week in tech.

São apenas algumas dicas. Fique à vontade para fazer sua sugestão nos comentários.

E se quer fazer seu próprio podcast, os links abaixo podem lhe ajudar.

Como fazer

Podcast – comunidade no orkut

O que é, como criar, editar, hospedar e publicar um podcast

Fora dos holofotes, o podcast resiste

Formato pode incluir negócios e diversão

Como escutar e produzir

iTunes – Dicas

Imagem via Flickr de tranchis

Como trabalhar remotamente de forma colaborativa

Depois que escrevi sobre minha atuação como consultor de comunicação sem “respeitar” diferenças geográficas, algumas pessoas me perguntaram, na prática, como faço isso. Na verdade, muitas vezes brinco dizendo que não trabalho em casa, mas durmo no trabalho.

Para quem quer saber mais sobre o assunto, o Webdesign Depot  produziu um guia sobre como trabalhar à distância colaborativamente. Mostro algumas das ideias abaixo, bem como complemento com algumas práticas minhas.

O primeiro passo é construir a confiança mútua. Reuniões via Skype ou telefone podem ser úteis.

Se optar pelo vídeo, não esquecer de se vestir apropriadamente, bem como estar num local que lembre uma atuação profissional (mesmo que seja na sua residência). Outra tática é envolver o cliente no processo, para que ele se sinta ouvido, colaborando no trabalho.

Depois da prospecção, não inicie logo as atividades. Não esqueça de ter um contrato assinado, com texto claro, que diga quais são as obrigações e responsabilidades de cada parte. Você tem de estipular o número de revisões do cliente. Do contrário, pode estar dando boas vindas ao retrabalho, estouro de orçamento, prazos dilatados etc.

É necessário também estipular os prazos do projeto (e das etapas). Não apenas seus, mas também dos clientes (aprovação, envio de materiais etc.) Se houver atraso, muitos contratantes esquecem que demoraram a remeter o que foi acordado, mas lembram-se de cobrar o material final. Por isso, deixe claro que a protelação da entrega pode refletir em mais custos.

Por outro lado, seja criativo. Busque soluções alternativas. Muitas vezes, o cliente pode prometer, mas não cumprir (envio de imagens, informações etc.) Procure na internet, por exemplo. Ganhará pontos.

Outro detalhe importante é não atrelar sua atividade a outra demanda (exemplo: você fez os textos, mas outro profissional ficou responsável pelo design). Pagamentos e prazos devem ser distintos, a não ser que seja contratado para desenvolver todas as etapas do projeto.

Como o contato será feito de forma virtual, tome cuidado com a comunicação. Evite ser direto demais, bem como não inunde o cliente com mensagens repetitivas. Eu utilizo relatórios (semanais ou quinzenais) que lembram o andamento das atividades e solicitando feedbacks do que está sendo feito. Deixe claro o que já foi feito e, caso seja aprovado, informe que está partindo para outra etapa. Seja pró-ativo, é melhor do que ser cobrado. Ademais, permite que você se organize melhor.

Também seja acessível. Responda prontamente e-mails e fique disponível no horário comercial.

Guarde todos as mensagens trocadas (vai por mim, garante a sua segurança). Se possível, peça automaticamente a confirmação de e-mail (já me evitou bastante confusão, no estilo “não recebi tal e-mail”, “não foi o que combinamos” etc.). Caso não receba resposta, envie novamente. E, se notar que a comunicação está truncada, ligue para ele.

O ideal seria utilizar ferramentas on-line, desde gerenciamento de projetos (Basecamp) até suíte de aplicativos (como o Google Docs). Todavia, a maioria dos clientes vai utilizar apenas o e-mail mesmo, até por pouca vivência desses aplicativos on-line. Seja cético mesmo quando eles prometem que vão utilizar esses recursos. Muitos aderem no início e vão abandonando com o tempo.

Pode parecer que as dicas dadas são mais vantajosas para os contratados, mas são tão relevantes quanto para os contratantes (no texto Home Office Agora é Lucro! há mais vantagens para os clientes). A maioria deles está envolvida em outras atividades, até porque muitas das demandas solicitadas não fazem parte do seu core business. Por isso, se ele está tercerizando determinada atividade, é melhor também que você assuma as rédeas do projeto.

Teria mais alguma dica? Compartilhe nos comentários.

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50 aplicativos para freelancers

Imagem via Flickr de DarthNick

Como o Google Wave pode transformar o jornalismo

O Google Wave ainda está fase de testes, mas o blog de tecnologia do LA Times já vislumbra como o novo produto pode mudar o jornalismo.

O programa pode ser utilizado para realizar reportagens colaborativas, gravar e arquivar entrevistas, edição de textos em tempo real, deixar mais claro o que foi atualizado numa matéria (já que o leitor pode acompanhar as diversas modificações do trabalho), propiciar discussões mais específicas (o público pode dar sua opinião num determinado parágrafo, frase ou palavra, por exemplo), transparência no processo de escrita, criar pesquisas instantâneas e utilização da ferramenta Wiki (similar ao da Wikipédia; pessoas poderiam sugerir novas inserções).

Ainda é prematuro dizer se será realmente um sucesso ou virará um produto segmentado. Por mais inovador que seja, pode não se tornar popular (há exemplos de várias tecnologias que não foram amplamente aceitas, sendo depois “esquecidas” por seus criadores).

De toda forma, o texto defende que o novo aplicativo irá revolucionar também a forma como fazemos negócios, organizamos festas, divulgamos produtos, gerimos projetos etc. Todavia, ainda não é para todos. O Google liberou na quarta 100 mil convites para testar o aplicativo.

E o que é o Google Wave? É uma mistura de e-mail, mensagens instantâneas e ferramentas colaborativas. Trata-se de uma criação dos irmãos Lars e Jens Rasmussen (os mesmos que assinam o Google Maps). Recentemente, a InfoExame fez uma entrevista com Lars Rasmussen.

Já surgiram na web algumas análises sobre o produto. Para uma visão mais sucinta, você pode dar uma olhada no material do Mashable. Já se procura uma visão bem mais completa, passa aqui. Textos em inglês.

Ensino participativo

Recentemente, li um texto sobre como os inovadores pensam. Dizia, entre outras coisas, que aos seis anos começamos a mudar nossa postura na sala de aula. Notamos que respostas “corretas” são mais valorizadas pelos professores do que as criativas, e por isso começamos a entregar mais o que encontra boa acolhida.

Interessante como o conceito de criatividade pode ser pouco valorizado na sala de aula (já falei sobre o assunto antes). Por isso, acredito que as novas tecnologias representam uma evolução na dinâmica do ensino. É necessário. O modelo em que há um mestre e outras pessoas que recebem a informação perdura há anos, sem mudanças significativas.

No novo cenário, o professor passa a ser, cada vez mais, um facilitador do conhecimento. A educomunicação – seja na internet ou através de outros meios, como programas de rádio e TV – é uma maneira eficiente de estimular um processo de educação imersivo. Com isso, o professor vira um facilitador do conhecimento. Ele não aponta, necessariamente, respostas, mas sim propõe questionamentos.

O conhecimento passa a ser mais participativo. Nesse processo coletivo, o aluno deixa de ser um agente passivo, desenvolvendo uma postura ativa de aprendizado.

Especificamente na internet, pode-se utilizar blogs, podcasts, videocasts, projetos colaborativos através do wiki, videoconferências, redes sociais, material multimídia e interativo, comunicadores on-line etc. O e-Learning também surge como uma possibilidade cada vez mais aplicada por instituições de ensino.

Como estamos no início do processo, é natural que essa experiência seja ainda ligada aos projetos já conhecidos. Com o tempo, devem surgir abordagens mais adequadas aos novos meios, que usem todo seu potencial.

Mesmo o livro como conhecemos sofre mudanças. Há, por exemplo, o o FlexBooks, e-books didáticos em plataforma aberta que podem receber novos dados de professores e alunos. A iniciativa é da CK-12 Foundation, uma organização sem fins lucrativos. A Wikipédia também tem um projeto similar, o Wikibooks.

Entretanto, nenhum segmento é uma ilha. Em momentos de transição, há quem ache que será contemplado pelos novos ventos, assim como também surgem as viúvas das benesses atuais. Nesse ano, a greve da USP contou com uma reinvindicação curiosa: pediu-se o fim da implantação dos cursos a distância.

Fotopedia, uma enciclopédia colaborativa de imagens

A “Wikipédia das imagens” quer ser a maior rede de distribuição de fotos. Não apenas para promover o trabalho de fotógrafos, mas também para monetizar o conteúdo. A inferface do serviço permite que o visitante crie páginas temáticas. O sistema de busca é outra característica interessante.

É uma ideia válida. Entretanto, seu sucesso dependerá, assim como qualquer iniciativa de mídia social, da criação de uma comunidade em torno do projeto. Do contrário, não haverá conteúdo, interação de um público significativo… Você pode acompanhar as novidades no blog do serviço.

Outra opção é o site MorgueFile, com imagens livres de direito autoral.

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Agência de fotojornalismo cidadão tem futuro?

Por uma educação colaborativa

“A fórmula vai assim: eu sou um professor e tenho o conhecimento. Você é um estudante, algo vazio sem nenhuma informação e, muito menos, conhecimento. Transfira minhas apostilas para sua memória, leia e releia mil vezes e a repita com fidelidade quando eu o testar. A definição do processo de aprendizado na atual universidade consiste nos alunos anotarem as notas escritas no quadro negro pelo professor, notas que não saem de uma mente inovadora e não vão parar no cérebro de ninguém”.

Don Tapscott, professor da Universidade de Toronto (Canadá) e autor de diversos livros tecnologia e sociedade. Vi a citação no site Nós da Comunicação. No texto, Marcio Gonçalves analisa como a tecnologia poderia ser utilizada para melhorar o ensino. Para ele, os professores deveriam se comportar como facilitadores do processo de aprendizado.

Há uma movimentação incipiente, como as vídeoaulas do Projeto Enem Positivo, que também possuem recursos como simulado online, download das aulas (em formato pdf) dentre ferramentas multimídia.

Entretanto, muitos desses projetos não exploram características da internet. Em muitos casos, são projetos estáticos, ideias transpostas de outros meios para a web.

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Palestra de Ken Robinson – especialista em criatividade e inovação – na conferência TED (Technology Entertainment Design)