Filmes feitos com celular

The Swarm, curta de terror feito com celulares. Nesse caso, trata-se de uma ação de marketing para divulgar os produtos da linha Xperia, da Sony.

A equipe é formada por profissionais: direção de Tom Harper (cineasta já premiado com um Bafta). Já o roteiro coube a Geoff Busetil e Daniel Kaluuya, que trabalharam na série juvenil Skins (por sinal, a sexta temporada do programa estreou recentemente).

O vídeo brilha ao mostrar as possibilidades do celular na própria trama do curta. Por outro lado, perde pontos por não divulgar eficientemente a “usabilidade” do gadget.

Não gosto dessa abordagem de imitar uma produção caseira, mas deixar o controle criativo para os profissionais. A mensagem que pode ficar é: Olhe, é um belo produto, mas para usá-lo você precisa de credenciais técnicas. Melhor seria mostrar produções independentes ou lançar concurso para destacar filmagens amadoras. Isso mostraria que o produto é acessível.

Mas há outras iniciativas do tipo. O Mashable, por exemplo, listou bons vídeos feitos com iPhone.

Horário nobre (em telas diferentes)

Acima, infográfico sobre como os norte-americanos consomem programas de TV. Outra pesquisa indicou que o estadunidense passa tanto tempo navegando na internet quanto assistindo televisão. Apesar do consumo ser igual, o coração dos norte-americanos ainda pertence à TV.

Vistas inicialmente como plataformas concorrentes, a internet e a TV mostram-se cada vez mais parceiras, entregando experiências complementares. O YouTube desempenha papel importante nesse cenário.

No Brasil, a audiência da TV aumentou. Entretanto, está mais pulverizada durante o dia.

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Escrevendo roteiros [para TV e cinema]

A principal diferença é a quantidade de diálogo usada. A tela da TV é pequena, então, para ser visualmente expressiva, a câmera de TV deve estar próxima de seus objetos. Quando trabalhamos em planos fechados, naturalmente escrevemos mais diálogos. Também escrevemos mais diálogos para a TV, porque os orçamentos dela são geralmente menores do que os do cinema -e, embora diálogos custem muito em termos de criatividade, são relativamente baratos de filmar.

Robert McKee um dos mais famosos “treinadores” de roteiristas dos EUA, em entrevista à Folha de São Paulo, explica quais são as maiores diferenças entre escrever para a TV e para o cinema. Para ele, a TV estaria atualmente atraindo os melhores talentos.

Os alunos de McKee -diretores, atores, produtores, roteiristas e mesmo compositores de trilhas sonoras para o cinema- somam 94 nomeações ao Oscar, 26 delas conquistadas. McKee é autor de “Story”(ed. Arte&Letra, 432 págs, R$ 65), um dos livros mais prestigiados sobre escrever roteiros, que ganhou versão em português em 2006.

Todavia, o livro não traz fórmulas prontas: versa sobre dominar a forma das histórias e não das mecânicas da técnica. Por isso, McKee aconselha:

Eu apelo aos escritores que vençam a guerra contra os clichês ao adquirir um conhecimento profundo, através da imaginação e de pesquisa factual, sobre seus temas. Hoje recicla-se mais do que se cria. Fazemos filmes sobre filmes, e não filmes sobre a vida.

Current, a TV do futuro

“Tecnologia digital está mudando profundamente a forma como todos fazemos jornalismo. A Current por certo não substituirá os canais de notícia. Mas dar algum tipo de poder ao telespectador não é, de forma alguma, uma má idéia. E provavelmente ficará indispensável um dia”.

O jornalista Pedro Doria escreve sobre a  Current TV , canal colaborativo criado por Al Gore, que já foi destaque aqui.

A TV criou um sistema eficiente para produzir material de qualidade, evitando o conteúdo precário gerado pela audiência. Os espectadores recomendam as notícias que acham mais interessantes (mesmo de outros sites). As mais votadas viram reportagem. A equipe de produção busca imagens – fotografias, filmes – sobre o assunto.  Também são procurados personagens para as matérias (as entrevistas são feitas por telefone).  Uma hora após o assunto ter sido escolhido pelo público, uma reportagem sobre ele vai ao ar na Current.

Todavia, esse não é o único modelo de produção da TV. Há atrações com uma abordagem mais tradicional. Você pode conferir um pouco do trabalho da emissora na página que a Current mantém no Youtube.

Um dos programas de destaque é o Vanguard, em que jornalistas, munidos apenas de câmeras digitais, não apenas contam as histórias, como também fazem parte dela.  Veja, abaixo, uma matéria, feita pela correspondente Mariana van Zeller, sobre como o Brasil conseguiu ser destaque na produção mundial de etanol.

InfoMania (tecnologia, tendências e  gadgets) e VC2 (vídeos criados pela audiência) são outras atrações de destaque.

Mariana van Zeller – Links
Site pessoal – www.marianavanzeller.com
Trabalhos feitos para a Current TV
Twitter – twitter.com/MarianaVZ

Foto via Flickr de Glassy House

Os destaques da Pitchfork.tv

Muito se falou, com razão, sobre o show do Radiohead na estréia da programação da Pitchfork.tv. Mas há outras preciosidades, como o documentário “loudQUIETloud”, sobre a turnê de “reconciliação” dos Pixies, em 2004.

Dirigido por Matthew Galkin e Steven Cantor, o filme mostra o clima tenso entre os integrantes da banda, Black Francis, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering.

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Hoje, o jornalista Álvaro Pereira Jr. escreve sobre a Pitchfork.tv. Eis um trecho: ” Fui lá assistir e achei que… tem cara de TV normal. O que pode ser um problema. Não me peça soluções, não tenho. Mas não me culpe por ficar na espera de um formato de TV na web que explore interatividade, que não seja tão impositivo e que, principalmente, fuja dos padrões de edição e de filmagem da TV convencional.”

Clark and Michael, uma sitcom online

Há várias séries feitas especialmente para a web. Uma das mais comentadas é “Clark and Michael”, que traz no elenco Michael Cera (de “Superbad” e do muito esperado “Juno“).

Os episódios relatam a tentativa da dupla de conseguir que sua série seja produzida.