Melhores ferramentas digitais para jornalistas

Seleção bacana do Mediashift. O blog repassa ferramentas digitais que podem ser adotadas no jornalismo. É uma lista interessante.

RebelMouse é um agregador de informações publicadas nas mídias sociais. Proposta similar ao Geofeedia. Esse, todavia, foca no conteúdo gerado em determinada localidade. Há também o buscador Storyful Multisearch, que explora o que circula na web 2.0, e o Topsy, focado apenas no Twitter.

Boa parte das dicas surge para auxiliar o trabalho jornalístico, facilitando a curadoria de conteúdo, principalmente do que fui publicado nos sites mais visados. É uma movimentação natural. Grande parte da conversação ocorre nesses espaços.

Todavia, pode ser uma estratégia limitante. Muitas vezes, é difícil diferenciar fanpages de empresas jornalísticas no Facebook. Os recursos, a linguagem… São bastante similares, o que muitas vezes decorre das próprias restrições da ferramenta. Na prática, limitam-se em entrar no fluxo de interação. O que se busca é trazer temas de conversas para a mesa de bar.

Para criar uma identidade própria, é necessário sair da zona de conforto. A solução pode apontar para novos destinos, criar projetos que exploram propostas distintas. Feliz 2014!

etiqueta, a “pequena ética”

Convencer alguém a mudar de ideia não é algo comum em nosso tempo. Basta uma semana nas redes sociais para perceber: […] a maioria está ali para confirmar certezas prévias ou se irritar com quem diz o contrário.

Uma radicalização que também nasce do meio: para que os palpites sejam ouvidos entre tantas vozes, a tendência é que o adjetivo prevaleça sobre o termo exato, a ênfase sobre a ponderação, as regras generalizantes sobre as nuances que tiram a graça e o colorido das frases e slogans.

Num cenário assim, não é difícil adotar um tom nostálgico ou apocalíptico. […] Prefiro seguir achando que a humanidade não mudou tanto: apenas passamos a ouvir, graças a uma tecnologia muito mais benéfica que perniciosa, que criou possibilidades infinitas de compartilhamento de informação, as conversas antes restritas a botecos.

[…] Pensar com liberdade, o melhor atalho para identificar o lado certo numa disputa, passa por ouvir e aprender com vozes dissonantes. Mesmo que o timbre delas seja mais frequente em zoológicos, penitenciárias e hospícios.

Michel Laub, em texto que inaugura sua coluna quinzenal na Folha. Começou bem.

Voyeurismo moderno

We have begun to pollute and desecrate and cheapen all of our experiences. We are creating neat little life-boxes for everything, all tied up with a geo-tag, a photo, a check-in; our daily existence transformed into database entries in some NoSQL database on some spinning disk in some rack in suburban Virginia.

The end-game is this. Slowly, gradually, without realizing: we stop participating in our own lives. We become spectators, checking off life achievements for reasons we do not know. At some point, everything we do is done soley to broadcast these things to casual friends, stalkers, and sycophants.

— Ted Nyman, The Horrible Future of Social

Jornalismo digital: como usar de forma eficiente o Facebook

Fotos são as melhores atualizações. Inicie conversas: simplesmente postar links não é a resposta. Por isso, as mensagens devem gerar conversação. Inclua links. Utilize palavras-chave. Defina o melhor horário para divulgar atualizações (geralmente, as redações fazem isso pela manhã, repetindo o ciclo de publicação do jornal). Encoraje a partilha de conteúdo a partir do seu próprio site. Facebook não é tudo: reforce sua participação em outros lugares.

São algumas das dicas do especialista em mídias digitais Steve Buttry para que as empresas de comunicação se adequem às novas diretrizes do feed de atualizações do Facebook.

Buscando privacidade numa era conectada

Sua vida circula na internet, mesmo quando você não é o responsável por isso. Um caso simples publicado no NY Times ilustra os novos tempos. Um encontro de poucos amigos ganha o mundo quando um deles resolve tirar uma foto desse momento reservado. Na mesma ocasião, ele publica a imagem no Instagram, no Facebook e aí…

A solução seria um apagão voluntário, por um breve período?