Economia pós-digital

Há uma definição, do Douglas Adams, que diz que se (algo) veio antes de nascermos não reconhecemos como tecnologia. Se surgiu entre seus 15 e 35 anos, é cool, eu quero ter. Mas se surge depois dos 35, não deveria existir.

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O capitalismo é uma estrutura artificial, primitiva. Não se sustenta. A economia compartilhada, sim. A cultura do “ter para ser” está morrendo. Andar de bicicleta é mais moderno que de carro. A sociedade mede sucesso por números. Nosso grupo, por engajamento, impacto positivo, autonomia. A economia pós-digital já nasceu.

Tiago Mattos, publicitário e futurista

Como as pessoas fazem dinheiro na economia do compartilhamento

Texto da Forbes traz bons exemplos de pessoas que estão faturando como o consumo colaborativo. São citados recursos como Neighborgoods.net, DogVacay, Poshmark, RelayRides e Liquid. Através deles, pessoas compartilham, trocam ou vendem produtos ou serviços. Para o jornal O Globo, a chave da economia verde passa por essa postura.

O assunto já virou tema de livro: Mesh – O Futuro dos Negócios é Compartilhar, de Lisa Gansky. Acima, a autora fala sobre o conceito na TED.

ativismo autoral

Hoje não é mais aquele ativismo dirigido pelos partidos, pelos sindicatos, pelas organizações clássicas que tínhamos. É um ativismo diferente, que chamo de ativismo autoral. Boa parte das pessoas que integram as causas do século 21 fazem isso porque estão alinhadas com os mesmos princípios mas também pelo prazer de experimentar uma ação política produtiva, criativa e livre. Muitos sentem desconforto com a política separada da ética, a economia separada da ecologia.

– Marina Silva, em entrevista ao jornal Valor.

A estética da memória afetiva

A Artek, uma importante empresa de móveis finlandesa, fundada em 1935, criou recentemente um novo e já considerado bem sucedido modelo de negócios. Ela compra em sites, lojas de móveis usados, mercados de pulgas ou em “família vende tudo” o mobiliário produzido por seus próprios designers nas últimas décadas e que se tornaram clássicos.

[…] faço parte de uma geração que percebe o valor afetivo e a carga de história que essas peças antigas podem trazer aos nossos lares. Vejo que nem sempre o novo é melhor, e que uma peça que conta uma boa história será um bom design. E optar por objetos usados em nosso cotidiano, mais do que estar na moda, é um exercício elegante de sustentabilidade.

Guto Requena

Você utilizaria a bicicleta como meio de transporte ?

Encontrei no Ciclista Capixaba, que foi citado em matéria da Folha. Hoje, dia mundial sem carro, o jornal fala sobre tendência dos cicloativistas de filmar infrações contra quem opta por pedalar no trânsito.

Como são registradas ocorrências na rua, a prática não é ilegal. Grande parte desses vídeos encontra abrigo na internet.

Ciclismo é um tema bastante presente nesse blog. Confira  outros posts sobre o assunto.