Community e a era pós-televisão

“The thing I’m comfortable with being said about the show — as self-loathing as I am — is about its ambition […] It swings for the fences. You can always count on it to do that. So there are big whiffs for some people, and there are big, loud cracks sometimes.
[…]
“And it’s because we make the unmarketable decision to kind of approach each episode as though it’s an opportunity to make TV history. There’s something charming about that, I think.”

— Dan Harmon, criador de Community, no NY Times.

O jornal destaca a apaixonada base de fãs da sitcom. Paradoxalmente, o perfil desse público cativo explicaria a baixa audiência do programa. São principalmente jovens, muitos universitários. Não entram no radar de medição de audiência convencional por preferir assistir ao show online.

Foi na web, aliás, que o programa, ameaçado de cancelamento, conseguiu novo fôlego para retornar. Em dezembro, um acordo com o site de streaming de vídeo Hulu levou episódios da sitcom a um público que ainda não a conhecia. Para o NY Times, Community é um exemplo da era pós-televisão.

Apesar de mencionar o chavão da vez (falar em convergência é passado; agora tudo é pós-alguma coisa), o assunto é pertinente. Já falei sobre o tema anteriormente. A TV passa a ser uma das opções para produção e consumo audiovisual. Para os anunciantes, ainda reina absoluta. Felizmente, há novidades no horizonte.

Community: melhores episódios

Segue uma lista pessoal com os melhores episódios da sitcom. É só um aperitivo para você pegar gosto e virar fã do programa.

Na primeira temporada, o humor surge principalmente do convívio entre os personagens. As tramas falam, basicamente, sobre flertes, problemas de relacionamento e união do grupo. O tom começa a mudar no especial de Halloween (Introduction to Statistics) e em Modern Warfare. Nesse último, a faculdade vira cenário para uma guerra de paintball. Uma divertida sátira aos filmes policiais, de guerra e faroeste.

Essa guinada se intensifica na segunda (e melhor) temporada: a comédia de costumes definitivamente dá lugar à sátira ao mundo pop. Aí surgem episódios parodiando ficção científica (Basic Rocket Science), especial de natal em stop motion (Abed’s Uncontrollable Christmas), programa com partida de RPG (Advanced Dungeous and Dragons), Pulp Fiction (Critical Film Studies) filmes sobre mafiosos (Contemporary American Poultry) e mais uma leva de episódios sobre paintball (“A Fistful of Paintballs/For a Few Paintballs More”).

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“Pilot” (temporada 1, episódio 1)
“Introduction to Statistics” (temporada 1, episódio 7)
“Physical Education” (temporada 1, episódio 17)
“Contemporary American Poultry” (temporada 1, episódio 21)
“Modern Warfare” (temporada 1, episódio 23)
Basic Rocket Science (temporada 2, episódio 4)
“Epidemiology” (temporada 2, episódio 6)
“Aerodynamics of Gender” (temporada 2, episódio 7)
Conspiracy Theories and Interior Design” (temporada 2, episódio 9)
“Abed’s Uncontrollable Christmas” (temporada 2, episódio 11)
“Advanced Dungeous and Dragons” temporada 2, episódio 14)
“Critical Film Studies” (temporada 2, episódio 19)
“Paradigms of Human Memory” (temporada 2, episódio 21)
“A Fistful of Paintballs/For a Few Paintballs More” (temporada 2, episódios 23 e 24)
“Remedial Chaos Theory” (temporada 3, episódio 4)
Atualização
“Pillows and Blankets” (temporada 3, episódio 14)
“Basic Lupine Urology” (temporada 3, episódio 17)
“Course Listing Unavailable” (temporada 3, episódio 18)
“Curriculum Unavailable” (temporada 3, episódio 19)
“Digital Estate Planning” (temporada 3, episódio 20)
“The First Chang Dynasty” (temporada 3, episódio 21)
“Introduction to Finality” (temporada 3, episódio 22)