Streaming: de locadora a tv com conteúdo próprio

Acima, videocast fala sobre Lilyhammer e Battleground, produções que chegam primeiro via sites de vídeo por demanda (Netflix e Hulu, respectivamente).

Serviços de streaming de dados (aperte o play e assista/escute online, sem necessidade de baixar o arquivo) podem virar uma ótima opção para o consumidor. Não apenas pela comodidade da proposta (assista via computador, celular, tablet…), mas por ampliar as opções de conteúdo.

Lilyhammer chega simultaneamente para diversos mercados. Brasil, muitas vezes esquecido, é um dos destinos. Ademais, a Netflix trouxe para América Latina, antes das tradicionais emissoras de tv, a série britânica The Hour.

Seria uma ótima oportunidade comercial investir nessas lacunas. Mapear atrações televisivas que não são exibidas (ou que chegam com com grande atraso) para além do seu país de origem. Observar os campeões de audiência via pirataria não apenas para reprovar essa prática dos consumidores, mas para descobrir justamente os anseios do público. Claro, isso exige mudança de mentalidade. E investimento. Já falei sobre o assunto antes.

Lilyhammer é só o primeiro passo da Netflix na produção de conteúdo original. A empresa resgatou a ótima sitcom Arrested Development (novos episódios previstos para 2013) e lançará, na segunda metade desse ano, a série House of Cards, drama estrelado por Kevin Spacey.

A Netflix não está só. YouTube e Huffington Post devem investir em vídeos inéditos e produzidos por profissionais.

# WeAreMusic

Enfim, Adele apareceu cantando após sua cirurgia na garganta. Seu retorno aos palcos ocorre amanhã, no Grammy 2012.

A premiação musical vem passando por reformas. Ao se aproximar dos hábitos e interesses da nova geração, os organizadores querem atualizar o evento. Abraçar as novas tecnologias e apresentar nomes alternativos ao mainstream são exemplos dessa mudança de postura que busca realizar um cruzamento entre música, marketing e mídias sociais.

A ideia já gerou as campanhas We’re All Fans e MusicIsLifeIsMusic.

#WeAreMusic, que representa a valorização das raízes da música, é o norte da premiação em 2012. A agência TBWA, parceira do Grammy nos últimos cinco anos, chamou artistas como Adele, Skrillex, Bon Iver e Foo Fighters para traduzir em imagens essa proposta. O conceito dos vídeos é identificar, a partir de partículas, o DNA musical de cada músico. Vídeos abaixo.

Os novos rumos da indústria fonográfica

E no Brasil? Há crescimento da música digital como comércio por aqui. Mas o mercado é relativamente pequeno. Em 2011, a venda de álbuns digitais no mundo foi maior que a de discos físicos.

De toda forma, acho que o modelo de assinatura via streaming soa mais convidativo para o consumidor que a compra online por download.

E a pirataria, o que tem a ver com tudo isso? Neil Young afirmou recentemente que “a pirataria é  a nova rádio”. Ao invés de combatê-la, é possível usá-la como estratégia de negócios.

Abaixo, uma apresentação traz mais informações sobre o impacto do digital na indústria musical.

A evolução da música online

Mais um minidocumentário da série sobre cultura digital produzido pela PBS, rede pública de tv dos EUA. O vídeo revela como, num cenário de abundância de novos artistas, blogs e sites de música se transformaram nos novos árbitros do que é relevante na produção atual. Por isso, há entrevistas com Ryan Dombal, editor do Pitchfork; Anthony Volodkin, fundador do Hype Machine…