Uma câmera que enfatiza o tempo: Jay Mark Johnson

The abstract-seeming images here are not the result of some wacky Photoshopping. Jay Mark Johnson’s photos are actually incredibly precise. The reason they look like this is because he uses a slit camera that emphasizes time over space. Whatever remains still is smeared into stripes, while the motion of crashing waves, cars and a Tai Chi master’s hands are registered moment by moment, as they pass his camera by. Like an EKG showing successive heartbeats, the width of an object corresponds not to distance or size, but the rate of movement. Viewing the left side of the picture is not looking leftward in space but backward in time
[…] This unique look is possible because the fixed-position slit camera registers only a vertical sliver of a scene. Whatever passes that slit by gets registered in a narrow line. Over a period of time, which Johnson can control, it registers line after line. The final result is a bunch of these lines all pushed together. (In this sense, you could say each photograph is actually a composite of hundreds of very skinny images.)

Do Slate.

Instagram, Twitter [e outros aplicativos móveis]

“Fotos batem palavras”. O All Things Digital inicia assim o texto sobre crescimento da popularidade do Instagram, tema que ganhou bastante ressonância na semana passada. Não se trata apenas de números a respeito de cadastros de perfis, mas de engajamento e retenção. Em agosto, o Instagram teve uma média diária de 7,3 milhões de usuários ativos nos EUA. Já o Twitter, 6,9 ​​milhões.

As pessoas também ficam mais tempo no Instagram. Em agosto, os norte-americanos passaram, em média, 257 minutos no aplicativo de imagens. O Twitter perde novamente nos dispositivos móveis: no mesmo período, o serviço alcançou 170 minutos de uso.
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Não se deve, contudo, fazer uma leitura polarizada do consumo mobile. Para além da disputa desses dois serviços, os celulares ganham diversos  fins. O ideal é observar dados mais abrangantes, que incluam, por exemplo, outras redes sociais, entretenimento, jogos.. Em suma, monitorar o uso como um todo, e não fragmentos (divulgados sempre com muito alarde). Daqui a pouco, surge outra pesquisa na qual a indústria da informação apregoa a supremacia das notícias em dispositivos móveis, seguida de outra no qual um serviço multimídia gaba-se do consumo de vídeo ou música…

Quanto mais gente passa a usar celulares, a base de consumidores fica mais diversa, indo além dos early adopters. Ou seja, dados atuais  e plurais são importantes não apenas para registrar instantâneos, mas para acompanhar tendências ao longo do tempo.

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Retomando o mote do início do texto. No geral, o Twitter é mais popular que o Instagram. Entretanto, se no exterior o Twitter se sobressai, no Brasil ele perde força. Algo que já havia vislumbrado há um bom tempo.

Não deixa de ser curioso, todavia, o recurso ter sido ultrapassado em celulares. Lembro-me, no início do apogeu do Twitter, de várias entrevistas dos criadores do serviço de mensagens curtas apontando que a ideia só passou a fazer sentido com o advento e popularização dos celulares inteligentes.